Páscoa é reflexão… Ou não

10 04 2009

Ahhh… Páscoa! É festa! É chocolate! É Lojas Americanas! É dinheiro jogado fóra dando chocolate num feriado que teoricamente deveria ser voltado à religião! Mais uma data para vender cartões! E, para os autistas, é tempo para pensar.

“Por que pensar? Éca, pensar doi” o pessoal de humanas deve dizer. Não, meus amigos subdesenvolvidos, eu digo pensar sobre o passado, pensar sobre você, pensar sobre o que já aconteceu com você. Eu acho que pensar sobre fatos já ocorridos você conseguem. Ou não, talvez eu esteja superestimando vocês, mas vam’lá.

No caso deste post parar pra pensar no passado é parar pra pensar nas merdas que eu já pedi de presente nos meus tempos de projéto de nerd. Aqui eu contarei para vocês um pouquinho de minhas idiotisses presentisticas.

Esses meus pensamentos tiveram início a alguns dias atrás, no live Messenger com um grande amigo, Eric. Nós falavamos sobre datas de aniversários quando me veio a cabeça a quantidade de presentes boçais que eu já pedi na minha vida. É deprimente.

Um ovo de páscoa, dois presentes de natal e um presente de aniversário. Essas são as vergonhas que eu aqui dividirei com vocês. A começar pelo menos ruim, mas ainda sim não deixa de ser ridículo, o ovo de páscoa Nestlé Classic Gianduia.

gianduia

É… Eu me arrependo de ter pedido aquele maldito ovo de páscoa. Me lembro como se fosse ontem aquele fatídico dia em que eu passeava com a minha mãe no shopping Carioca. Entramos na Lojas Americanas para ver chocolates, estava pérto da páscoa. Eu estava decidido a pegar o maior ovo de páscoa possível, ou pelo menos o que parecesse mais luxuoso. Bobeira minha, achava que ovos bonitos são gostosos. Vamos fazer uma experiência para provar que coisas bonitas nem sempre são gostosas.

caviar

Caviar

quibe

Quibe e bolinhas de queijo´

Obviamente o caviar parece muito mais bonito. Mas com certeza ABSOLUTA o quibe tá muito mais gostoso. Quibes ruluz.

See? Coisas bonitas não são necessariamente gostosas. Eu tive que aprender isso de um jeito nada agradável.

Eu me lembro que eu implorei durante dois ou três dias aquele ovo de Gianduia, ou sei lá o que, que custava uns 100 reais, eu acho. Minha mãe não aguentou e comprou. YEY, vitória!… not. E peguei a caixa do ovo e fui ler pra ver porque diabos aquele ovo era tão caro. Descobri que Gianduia não era só o nome, Gianduia era a coisa da qual aquele ovo é feito. NOTA: Coisa com gosto ruim. Foi dinheiro no lixo…

Bem, além desse ovo maldito, teve um aniversário em que eu pedi… Uma aranha de controle remoto.

Mas não era simplesmente uma aranhazinha… Era uma motherfuckin’ aranha que acendia, andava, emitia sons… só não dava cambalhota porque podia quebrar. E o controle dela não era uma bostinha qualquer, era um bracelete… Pulseira grossa… Sei lá, só sei que ficava no pulso preso por presilhas. E o controle servia de microfone também, era só falar no controle da aranha que o som saia nela. Não me perguntem a utilidade disso.

Essa aranha seria ótima, um presente perfeito para mini nerd… Mas havia uma revés… A dona aranha, ou prechéca, como um amigo meu apelidou-a na época, custou a bagatela de 350 reais. TREZENTOS E CINQUENTA REAIS. Não, você não leu errado, foi isso mesmo. Mas sabe de uma coisa? O preço da aranha não me surpreende, o que me surpreende mesmo é o meu pai ter tido coragem de compra-la. Oh, aqui vai uma foto da dita cuja:

spider

Infelizmente eu não achei o controle dela, muito menos uma imagem, então sem imagens do controle. Too bad.

Agora para os natais. Primeiro vou falar do presente mais inútil ever: um bote inflável.

Sim, eu pedi um bote inflável como presente de natal. Meus pais tinham acabado de comprar uma casa de praia, eu estava animado com a idéia então resolvi pedir um bote. Mas não queria um bote simplesinho… Não senhor, eu pedi um bote com capacidade para levar até 90 quilos(ou três smurfs pessoas pequenas, o que vier primeiro). O bote ainda acompanhava um remo duplo e um ‘”enchedor” em forma de sanfona. O bote era mára… O preço também, 390 reais.

O que eu penso hoje? Eu realmente não sei o que eu tinha na cabeça para querer isso e, mais ainda, o que meu pai tinha na cabeça para comprar… Pra manter a continuidade de imagens de cada presente, o bote era mais ou menos assim:

bote

Ok, agora para o ultimo presente idiota; um quadriciclo de controle remoto.

Ele era fantárdigo! Lindo, chegava a 60km/h, tinha alcance de 100 metros(o que é idiota, porque com velocidade de 60km/h, ele ficaria fóra de alcance em 16 segundos, mas tudo bem), todos tinham inveja, eu brincava sem parar. E o melhor… A antena do controle dele saia e parecia aquelas coisas de filme americano pra apontar em gráficos. Sabe não? Dane-se, eu também não encontrei nenhuma imagem boa pra exemplificar.

Me recordo bem daquele dia andando pelo shopping Nova América procurando pelo meu presente de natal com os meus pais. Quando eu bati os olhos naquele quadriciclo eu sabia que era meu destino te-lo.

Apenas um problema…  O problema começa com “quatro-“ e termina com “-centos e cinquenta reais”. Issaê, 450 reais naquele maldito quadriciclo que nem funciona mais. Btw, a antena do controle remoto que eu usava de varetinha(tecnicamente é pointer, lembrei do nome agora) está em algum lugar desconhecido fóra da minha casa. Sim, eu perdi. Aqui vão fotos do que sobrou do quadriciclo:

motóca

O dito cujo

control

Controle e carregador

acidentado

O coitado do boneco que ficava sobre o quadriciclo

E agora finalmente, depois de muito pensar, eu cheguei a uma conclusão: meus pais são otários super bonzinhos.


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